• Gabriel Cordeiro

MANIFESTO

Eles não se importam com a gente

Proibir não adianta.
Queimar estaria muito na cara.
Então… a melhor forma é tornar inviável.

É com essa tirinha do artista @O_capirotinho que iniciamos mais uma postagem no blog, pois a mesma tem maestria em esclarecer o que acontece no cenário literário dado em vista após a proposta da reforma tributária.

Não é de hoje que assistimos – em larga constância – poderes os quais deveriam nos “privilegiar” como cidadãos, nadando contra a maré numa busca árdua de arrancar tudo o que como sociedade conquistamos culturalmente, artisticamente e… legalmente.

Como já dizia Michael JacksonTudo o que eu quero dizer é que eles realmente não ligam pra gente” em They Don't Care About Us, mas que, apesar de um conceito diferente, consegue traduzir o grito de todo mercado literário nesses últimos dias. Eles não ligam pra gente.

Toda conquista, todo avanço e evolução das classes menores são vistas por eles como uma ofensa. Uma ameaça ao poder autoritário – o qual se camufla em centenas de camadas – capaz de desabilitá-lo de sua influência manipuladora. E, como todo cão acuado, eles também tendem a nos atacar. Da forma mais surreal e asquerosa possível.

Tirando daqueles que mais precisam e, consequentemente, aqueles que mais lutam em busca de oportunidades o direito do conhecimento, tornando uma das mais atemporais formas de adquiri-lo inviável, inacessível. Os livros.

Essa taxa tributária não significa apenas um caos no mercado literário, nas gráficas, em questão de vendas, distribuição e etc… Não. Ela significa claramente – quase como uma carta aberta e sem qualquer escrúpulo – uma investida baixa, ausente de qualquer vergonha, daqueles que não hesitam em nos empurrar para escanteio.

Parece ser pouco 12%, mas atualmente o mercado literário brasileiro é um dos mais caros do mundo, logo já sendo difícil que qualquer pessoa de renda baixa, menos favorecida tenha acesso a tal material. Acresce esta situação com mais esta taxa e imediatamente verá a impossibilidade de um número absurdo de pessoas que sempre buscaram os livros como forma de estudo de adquiri-los como era de costume. É triste. É doloroso.

Uma vez que a literatura também nunca fora valorizada da maneira que deveria, tal ação recaí com maior impacto em quem atua no mercado refente, tendo consequências muito maiores além deste. Prejudicando não apenas os livreiros e editoras, mas nossa liberdade de colher sabedoria.

Sem conhecimento uma sociedade não tem poder e artificiosos para questionar. Sem questionamentos ela se torna uma massa manipulável para suprir as vontades de quem nunca nos quis crescer intelectualmente como pessoa e cidadão.

Um país, dizia o escritor Monteiro Lobato, se faz com homens e livros. Infelizmente é sem os livros que eles querem fazê-lo.



#DEFENDAOLIVRO Assine a petição clicando aqui!




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