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ENTREVISTANDO AUTORES: MURILLO POCCI

Nesta semana conversamos com Murillo Pocci, autor do premiadíssimo A Casa, que está fazendo sucesso com seu lançamento, intitulado Olhos Secos. Tivemos a oportunidade de bater um papo muito agradável e vamos trazer para vocês mais sobre essa incrível obra nova e curiosidades sobre o próprio Murillo.

Reunir escritores talentosos e histórias incríveis são as buscas diárias de toda a editora. Ter um autor com obra premiada, é outro patamar! E é assim que começamos a contar um pouquinho mais sobre Pocci e sua mais nova aposta para literatura nacional.


Olhos Secos é um suspense que vai contar a história de Ana. Uma jovem que vive sua vida como qualquer outra mulher casada e com um lar harmônico. Por causa de um acidente ela acaba ficando cega. A partir deste ponto, ela tenta reorganizar sua vida e tem a esperança de encontrar uma cura para esta sequela do seu infortúnio.

Com o apoio de seu amado companheiro, ela vive a ansiedade e expectativa de recuperar a visão. Seja com tratamentos, cirurgia ou transplantes. O que for necessário para voltar a enxergar normalmente. Enquanto ela está em casa, em um momento de relaxamento com seu mais querido companheiro, recebe uma ligação da polícia.

Do outro lado da linha vem a triste informação de que identificaram um corpo em um acidente de carro. E, confirmam ser do marido de Ana. O mundo para um instante. Seria um trote? Trata-se de um engano da polícia? Como poderia, se ele está ali do lado? Ela não enxerga, mas o toque, o cheiro, o jeito, a voz, tudo é do marido dela. Então, quem era aquele que tinha sido encontrado? Ou talvez ela deva se perguntar... quem era aquele com quem estava abraçada instantes antes? O que estaria acontecendo?

Sabendo da qualidade e criatividade das histórias de Pocci, pode ter certeza de que muitas outras perguntas vão surgir ao longo desta surpreendente história que vai levar o leitor a ter uma experiência, junto de Ana, que vai apelar para muito além dos sentidos.


Da sala de aula para o teatro


Embora tenha apenas 25 anos e seja profissional da Computação, Pocci não é um escritor inexperiente. Sua jornada na literatura começa em 2007. Período em que era atraído por revistas em quadrinhos. Incentivado por um professor, começou escrevendo crônicas para um evento na escola. A dinâmica era do professor apresentar uma e os alunos criarem os seus próprios textos.


A primeira crônica que escreveu contava a história de um tio que transportava um manequim em seu carro. A polícia parou o veículo e exigiu que o manequim também saísse para apresentar seus documentos. A narrativa deu tão certo, que ele escreveu outras crônicas. O talento para a escrita dava seus sinais de forma muito clara.

Ainda assim, ele considerou que outro fato foi determinante no início da carreira de escritor. Em 2013, junto de dois amigos, escreveu uma peça de teatro. O roteiro era de uma história ambientada nos anos 20, período de uma grande crise econômica. “Foi a primeira vez que eu vi uma história minha criar forma em peça de teatro. Algo maior”, conta.


“(...) todo mundo tem pelo menos uma história para escrever (...)”


A carreira recém tinha oficialmente começado, mas já encontraria logo ali adiante seus primeiros obstáculos. Em 2014, chegou a escrever um livro, mas perdeu quase toda a história. Ainda no mesmo ano, passou por um período de crise criativa motivado por depressão. Isto o impedia de escrever de forma mais livre e nada parecia agradar.


Durante este período tinha diversos pesadelos. Resolveu começar a escrever estes sonhos ruins. Boa parte deles se passava dentro de uma casa. Surgia ali os primeiros indícios da sua primeira obra publicada, A Casa. “Eu costumo falar que todo mundo tem pelo menos uma história para escrever. Nem que seja a sua”, explica.


A Casa foi como um espelho de tudo o que sentia naquele momento e em parte, da forma como experimentava certos aspectos da vida pessoal. Algumas coisas de pessoas que lhe eram próximas. Foi uma forma de exteriorizar aqueles sentimentos, confessou.


“O que me inspira muito são outros universos”


Mesmo atravessando um momento complicado, jamais deixou de escrever. Embora tenha sido extremamente bem-sucedido com a narrativa de terror, o autor não consumia este gênero. Preferia acompanhar jogos, filmes e séries fantásticas, mas com toques de realidade. Por amar quadrinhos, lia muito Neil Gaiman, Alan Moore e Frank Miller. Grandes nomes da narrativa fantástica e do universo conhecido como Dark Fantasy, gênero com o qual se identificou. Citou a história Alerta de Risco, de Neil Gaiman como uma referência.


Além destas referências, acompanha a carreira de outros escritores, tais como: Amy Wolf, André Vianco, Paloma Sama (Justiça Ferida) e C.B. Alves (Onde Está Lúcia?). Na literatura clássica, adora Machado de Assis.


“No início, A Casa seria um projeto independente”


Para conseguir publicar seu primeiro livro, Pocci chegou a pensar na possibilidade de ser autor independente. Fez campanha para arrecadar recursos para produzir sua história. Foi quando questionaram o motivo de não procurar uma editora. Ele fez um balanço de prós e contras, ouviu escritores um pouco mais experientes e decidiu tentar.


Mandou seu original para poucas editoras, mas preferiu a Editora Skull. Três fatores foram determinantes nesta escolha: Estar sediada na mesma cidade que ele, a transparência do editor nas críticas e aconselhamentos da obra e a opinião do também escritor, Jonas Vendrame. Ele já tinha livros publicados na editora e foi o item que faltava para a decisão final de Pocci. Assim, aproveitou o recurso que tinha arrecadado para produzir sozinho em um projeto ainda mais amplo e coletivo.


Melhor Terror e Suspense de 2019


Os resultado deste investimento foi o Prêmio Ecos da Literatura em 2019, na categoria Melhor Terror e Suspense. Uma recompensa mais do que justa pelo empenho do autor e confiança na editora. Ele cita como grande momento daquele ano, receber o prêmio do escritor Robson Cuer, que também é muito premiado na literatura infantil. “Foi marcante aquele momento”, comentou.


O sucesso de A Casa não se esgotou apenas naquele ano. Uma companhia de dança adaptou o romance para um espetáculo e venceu um edital no ramo artístico. Além disso, a obra figura entre os mais vendidos da editora.


“Não tenha medo de errar.”


Como dica para o escritor que não tem experiência, mas muita vontade de ter sua obra publicada, ele deixa o conselho de tomar coragem para fazer acontecer. “Faça. Vá de pouco em pouco. Escreva uma frase, escrava um parágrafo, escreva uma página, escreva um conto. Não tenha medo de errar. Todo mundo erra. É assim que a gente avança. É assim que a gente aprende. Não tenho medo, pelo contrário, aproveite. É uma viagem muito legal”, disse.


Olhos Secos já está disponível para compra no site oficial da Amazon depois de uma pré-venda espetacular, mas Murillo já avisou que ainda neste ano terá pronta uma obra de fantasia inspirada em enredos e cenários de jogos de RPG eletrônicos, pois durante a pandemia teve diversas experiências neste área e muitas ideias.


Com toda essa experiência e criatividade, podemos esperar obras envolventes, com personagens marcantes e muita emoção. Quando solicitado para detalhar um pouco mais sobre a nova obra, Pocci responde: “A história te conta o que você precisa saber. Você sabe que existem mais coisas além daquilo, mas você não precisa saber ainda. Você vai ficar louco querendo saber”, finalizou.


Se você ainda não conhece A Casa, não perca mais tempo e adquira já o seu! Já estamos loucos para saber mais! Por enquanto temos a certeza de que Murillo Pocci vai trazer qualidade novamente para a literatura nacional e que ainda falaremos muito mais vezes sobre Olhos Secos.

 

CONHEÇA MAIS SOBRE AS OBRAS:


Olhos Secos

Ana Duarte vive seus dias sonhando com o tão esperado transplante de córnea para que volte a enxergar após um acidente que tirou sua visão. Enquanto esse dia não chega, ela passa os dias de sua rotina em casa e acompanhada do seu marido, Pedro. Mas a sua vida inteira vira de ponta a cabeça quando em uma noite, acompanhada de seu marido, Ana recebe uma ligação da polícia. Eles informam ter encontrado o corpo de Pedro em um acidente de carro na rodovia. Mas se Pedro está morto, com quem Ana está vivendo? Segredos, obsessões e o passado de Ana refletem no seu terrível presente, no qual enquanto a polícia investiga o caso, ela busca entender qual é a verdade por trás do homem que está ao seu lado e os mistérios que envolvem a vida de Pedro Duarte.

 

A Casa

O que você faria para salvar tudo e todos que você ama?? Até onde você iria? Quais limites da sua mente você quebraria? O que você seria capaz de enfrentar?? E se, entre a vida e a morte, os seus piores pesadelos encontrassem você no meio do caminho? O quanto você aguentaria até que as amarras da sua sanidade se rompessem?? Entre na Casa. Visite seus cômodos e encontre seus piores pesadelos e lembranças dentro dela. Saia com tudo que

você ama na sua vida, ou se perca para sempre dentro do seu maior terror.




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