• Beatriz Faria

Roi... Conto novo, né? |1

'Harmonia'

por Rebekah H. Lindsey

Parte I

Era uma casa pequena, apenas um cômodo, bem na subida dum morro. Dizem que, há muito tempo, fadas dançavam para o carpinteiro que morava ali. Ele começou só. Mas gostava da companhia do fogo em sua casa, havia um lugar especial para ele ali nas noites frias. Ele apreciava a companhia da Lua que brilhava em sua janela. A companhia do Sol que lhe trazia os alimentos do dia. A companhia das árvores, as quais parou de derrubar quando ouviu suas vozes pela primeira vez. A companhia da grama que sustentava seus pés… Há muito morava ali. Desde que era um pequeno jovem, com seus dezesseis anos. Fugira de sua casa logo após aprender seu ofício. Procurara um lugar que lhe facilitasse a vida. Encontrara a velha e acabada casa. Não havia telhado nem porta nem janelas, apenas os muros com espaços vazios para o que faltava. Uma vez houve uma porta lindamente entalhada e janelas cheias de desenhos. Um telhado com chaminé. Cortinas que balançavam ao vento, querendo ir com ele. Mas quando ele chegou, tudo já se havia ido há muito e ele se deu a tarefa de refazer tudo aquilo. Ele gostava do lugar. Ao entrar na floresta, pouco acima do morro, ouviu as vozes pela primeira vez. As folhas e flores, sempre mais desinibidas, sorriram-lhe. Depois de derrubar algumas pequenas árvores, apenas o suficiente, ele as ouviu chorando baixinho. “Nossos filhos e filhas” elas diziam umas às outras. Então ele se desculpou efusivamente, mas de nada adiantou. Até que as árvores ouviram seu choro. “Não chores, criança. Pegastes tudo o que precisas? Agora vai e faz tudo o que tens que fazer. Todos hão morrer um dia. Até mesmo tu, pequeno homem. Agora vai e faz as coisas de uma maneira que não precisem ser refeitas. Antes você não sabia, mas agora você sabe.” Ela olhava entediada para o que se passava pela janela. Plantações queimadas e lagos artificiais chamavam sua atenção. Preferia ver árvores indistintas e córregos aos invés de coisas feitas pelas mãos humanas. Até mesmo as plantações cheias de frutos a enojava. As grandes casas dos fazendeiros construídas pela estrada. Seus rebanhos. Tudo aquilo a irritava. Até mesmo a casinha de um cômodo que vira há alguns quilômetros. Os urubus voando em círculos altos no céu. Os restinhos de floresta. Isso ela encontrava alegria. O ciclo natural das coisas. Árvores caírem por obra dos cupins, que há muito moravam ali. Um animal maior caçar e comer um menor. Um pássaro morrer e ser devorado por formigas – parentes daquelas que um dia ele comeu. O ciclo natural das coisas. Contudo… ela fez o ônibus parar. Desceu ali mesmo, com todas as suas poucas coisas. Não queria se afastar muito da casa pequena. Já estava longe demais para suas sedentárias pernas humanas. Sabia que deveria andar na direção contrária da do ônibus. Sim, havia alguns que a esperavam na cidade que era seu destino. “Mas que importa? Que me esqueçam da mesma maneira com que se esqueceram de como é bom andar descalça na grama!” Então ela olhou para seus próprios pés. Tirou suas sandálias e jogou-as numa sacola que carregava. “Vamos vamos!” gritou ela. Então ela começou a andar. Simplesmente andou sem pensar em algo por muito tempo. Pensou em tudo e em nada. Pensou no sol e na lua. Pensou nas estrelas. Pensou no ciclo daqueles, que também envolvia nascimento e morte. Seriam, realmente, coisas mortas? Ou apenas seres com um tipo de vida desconhecida? Ela andou muito. Para ela, andou demais. Mas ela não se permitiu parar. Ouvia os burburinhos dizendo “Ela voltou, ela voltou” por toda a sua volta. O som lhe irritava, mas era agradável aos ouvidos. O simples sussurrar das folhas. O vento leve em seus cabelos oleosos. O ar quente junto com sua respiração abafada. Os machucados que se formavam em seus pés e as formigas que os picavam. Tudo aquilo a agravada. Até mesmo as moscas que pousavam em sua testa pensando em alimentar-se, talvez, do suor que lhe escorria. Ela já havia parado de espantá-las. Ele era muito bom no que fazia: em poucas horas suas casa – ou cabana, como ele a chamava – já tinha a sua porta, suas duas janelas e um telhado. E este nem era um daqueles chatos telhados retos, mas sim lindamente inclinado. Ele aumentara o muro do lado direito da cabana, criando, para o telhado, a bela inclinação. Sobrou um pouco da madeira das árvores. Elas disseram-lhe pra que fizesse uso de tudo. Então ele as guardou para as noites frias. Depois olhou ao seu redor: não havia cama, cadeira ou mesa em sua casa. Então ele, novamente, colocou-se ao trabalho. Ao final do dia tinha duas cadeiras relativamente confortáveis encaixadas numa mesa robusta. A cama foi o que lhe dera mais trabalho. Deixar aquilo reto e liso… fora difícil! Contudo, ele não tinha um colchão – não ainda – então teria que ser assim. Deitou-se. Não era tão desconfortável. Então um vento muito forte soprou por sua janela sem cortinas. Ele foi para fora. As árvores o chamavam assim.Ele as entendia agora. Ali havia, à raiz das primeiras árvores, um grotesco monte de gramíneas dos mais diversos tamanhos e formas. “Usaram algo assim para dormir uma vez.” Ele agradeceu efusivamente a sabedoria das árvores e, com certo esforço, fez daquilo um rústico colchão. Foi então que as viu. Os pequeno pontos de luz, cintilando pela janela. Elas o empurraram para fora da cama e começaram a trançar as gramíneas umas nas outras. Ele não conseguia distinguir o que faziam, mas simplesmente amou vê-las trabalhando tão conjuntamente, como se fossem uma coisa só. Quando terminaram, havia uma espécie de tecido grosseiro em sua cama. Fora arrumado de uma maneira que ele poderia usar de colchão e cobertor. “Não pareciam tantas plantas assim…!” As fadas riram e puxaram-lhe para a cama. Ele sentou-se e sorriu. Ele sorriu pela primeira vez em muito, muito tempo! Foi então que, pela primeira vez em séculos, as fadas dançaram para um ser humano. A música do vento e a luz que emanava daqueles diminutos corpos fez com que ele dormisse um sono profundo e com sonhos coloridos e melódicos. Ele ficaria ali. Para sempre. Por sua própria vontade. Um carro buzinou. Escorregou na pista. Bateu. O som mecânico de tudo aquilo fez com que ela tapasse os ouvidos com as mãos e com que um grito saísse desesperado de sua garganta. Ela caiu no chão com tanta força que pequenos galhos ao chão e pedrinhas inofensivas ficassem presas em seus joelhos quando ela levantou. Quando ela conseguiu se levantar… Ela estava tonta e mal conseguia parar em pé. Sirenes e mais automóveis giravam em sua cabeça. Invadiam seus ouvidos e bagunçavam seu sistema nervoso. Apenas algumas horas depois, ela conseguiu retomar sua consciência e o controle sobre seu corpo. Com muita dificuldade, levantou-se do chão. Apoiada a uma árvore, ficou em pé. Foi mais para dentro da rala mata. Estava tão cansada… aquilo lhe tomara muita energia. Por mais que fosse a primeira vez a acontecer, ela agiu como se já estivesse acostumada. As árvores seguraram-lhe os braços e deram-lhe sombra, enquanto ela se recuperava. As fadas aproximaram-se e cantaram melodias nunca antes ouvidas por ouvidos humanos. As doces palavras fizeram-lhe forte. Ela conseguiu ficar em pé sem a ajuda das árvores. Então saiu correndo. Precisava achar abrigo antes… antes que anoitecesse? Por quê? Ali não havia o que temer! Ela era uma filha da floresta e sabia todos os seus segredos. Nada ali poderia machuca-la. Até mesmo os galhos e pedras que perfuraram seus joelhos… Eles não estavam machucados! E em seus pés já não haviam bolhas, machucados ou picadas. Ela estava melhor do que nunca! Então ela subiu numa árvore. Até o galho mais alto. Olhou o céu. Uma estrela brilhava ali, ao lado da lua. “Júpiter”. Ela sorriu e adormeceu entre os sons da noite e a música das fadas. Ele acordou cheio de energia e felicidade. Estava disposto a correr pelo mundo todo e mais um pouco. Um céu azul riscado de branco deu-lhe bom dia e ele lhe respondeu com um grande sorriso e braços abertos. Era tão bom estar só num lugar tão cheio! Sentia-se maravilhoso apenas com a companhia daqueles pequenos seres brilhantes e daquelas gigantescas árvores e plantas… aquele tão agradável céu! Não havia ninguém ali a quem ele pudesse machucar. Ninguém a quem ele pudesse desapontar. Um ano se passou. A floresta lhe dava alimento e ele lhe agradecia da maneira que achava justo: usava absolutamente tudo do que ela lhe dava. Até mesmo o mais inútil tinha para ele utilidade. E se, realmente não houvesse, surgia um enfeite em sua casa. Ou um adubo para alguma árvore. Ou refeição para algum animal faminto que por ali passava. A única coisa que a floresta lhe pediu foi que nunca mais usasse o fogo. Apenas uma poderia usá-lo e domá-lo, mas ainda não era a hora dela. O tempo passou, mas ela nunca apareceu. Ela acordou assustada. O sono fora muito bom. Ao levantar-se, porém, percebeu uma diferença em si mesma: suas roupas estavam um pouco pequenas e seu cabelo muito mais longo. Tão longo que prendeu-se nos galhos da árvore onde estava. Esta, também, estava muito mais alta que antes. Então ela desenroscou seus cabelos e olhou ao seu redor. Não que houvesse mudanças drásticas, mas sim que ela era capaz de perceber a mais leve. Sentiu fome. Olhou em volta novamente. Onde estavam as fadas? Parou e prestou atenção. Ouviu suas leves e delicadas vozes em gritos desesperados! Procurou pelas vozes com os olhos e viu. Viu algo que a marcou por toda a sua vida. Seu corpo se contorceu da mesma maneira como quando ouvira o som do carro batendo e as sirenes. Mas dessa vez fora ainda pior: ela sentiu a dor de cada um dos seres que vivam ali. A dor de todos que haviam sido consumidos pelo fogo. A dor de cada um que era queimado. A dor dos que viam seus amados serem mortos pelo fogo. Ela desceu da árvore e foi correndo em direção ao perigo. Sabia o que havia de fazer. Simplesmente sabia. Ela chegou no local antes do esperado. Tropeçou e caiu dentro das chamas. Foi engolida sem dó pelo fogo. Contudo, não se machucou. Pelo contrário: respirou fundo aquele ar quente e pobre em oxigênio. Seus olhos verdes encheram-se de luz e dinâmica. Havia apenas ela e o fogo. Com um movimento de suas mãos ela o acalmou e o recolheu para si. Para dentro de si. Seus cabelos brilharam ruivos com as chamas. Todos os animais, árvores, fadas, gramíneas, ninfas… Todos ali se curvaram a ela. Não. Ela não era humana. Ela era uma filha da floresta, capaz de dominar os elementos. Capaz de domar o inimigo. “Sua prova chegou e você passou. Você é capaz” então ela seguiu na direção sul, aonde o vento lhe mandara ir. Ele olhava para o norte, preocupado. Da mesma maneira como aquele incêndio começou sem explicações, ele assim terminou. Queria ir até lá, mas a floresta não lhe permitiu. “Você não é puro como ela. Não deve atrapalhar” então ele apenas sentou-se no telhado de sua casa, e fitou o norte. Durante a noite, algo brilhava. Um brilho cheio de fogo, mas não um fogo ameaçador, e sim um fogo amigo. E ele veio em sua direção. Em pouco tempo, ele percebeu que era uma mulher. Ela deveria ter seus vinte anos, pouco mais nova que ele. Seus olhos escuros como a noite encontraram os verdes olhos dela. E os fitaram. Como brilhavam, aqueles olhos… e seu cabelo… era como se o próprio Fogo estivesse ali, embelezando-a e que só para isso havia sido criado. Ela olhou para ele. Naquele momento ele percebeu: ela não havia nascido de humanos. Havia sido criada por eles, mas sempre lhes tivera aversão. Ele tinha um pequeno sentimento assim… como se não se encaixasse em lugar algum. Mas ele, na presença dela, sentiu-se impuro. Tentou esconder-se, porém o vento impeliu-o a ela. Ele ficou parado, preso no olhar daquela mulher. Ela se aproximou. E então, parou. Ele deveria ir até ela. Ele deveria trazê-la a seus domínios. Ela não invadiria. Então, com passos assustados e lentos, como se ele não fosse digno, chegou-se a ela. Estendeu sua mão. Ela segurou aquela mão. E sorriu. As fadas cantavam e dançavam envolta deles como não faziam a séculos. Finalmente a filha da floresta encontrará alguém digno dela: alguém cujo sangue fosse como o dela, mesmo que somente um pouco. Sim, ele não era puro, mas seus filhos seriam. E voltariam a habitar as florestas e protegê-las. Ele amou-a e ela o amou. Houve festa naquela noite. Houve dança. Houve música. Houve a felicidade de tudo o que tinha vida. Houve a harmonia entre as duas almas.


Parte II Em dias de vento, era possível ouvi-los conversar. Como uma velha porta rangendo. Como a ponte dum castelo baixando. Bastava fechar os olhos e imaginar que histórias eles contavam uns aos outros! O que eles falavam sobre o Sol da manhã, que aos poucos dava-lhes calor e luz. O que cada um dava ao próximo. O que eles falavam do vento e da garota que, quieta, invadia seu silêncio. Sempre foram bastante altos e em grande número. Fonte de vida, casa e alimento para muitos outros. Os bambus. Há quem diga que já viu um esquilo ali. Eu amava passar tempo ali. Principalmente no horário das aulas, pois raramente algum humano surgia surgia. Era bom sentir somente a presença da Natureza. Senti-la preencher-me, ser tudo em mim. Me ser! Eu gostava de pisar na grama e ver as fadinhas, irritadas, saírem voando em disparada por todas as direções! Ou ver os insetos aproximando-se timidamente. Ou as árvores balançarem-se quando eu passava. Lógico, quando não havia humanos por perto. Quando eles apareciam por lá eu desaparecia no vento, ou no canto dum pássaro. Eles não percebiam. Nunca me perceberam. Eles não eram sensíveis… Havia, contudo, uma garota que vez ou outra aparecia por lá. Ela ouvia o vento. Sentia o canto dos pássaros. Sabia das brancas e minúsculas fadas de grama. Ela sabia que os bambus conversavam alto nos dias de vento. Ela era sensível. Não como eu. Ela era humana. Eu nunca fui. Apenas pareço-me com um. Um dia, ao passar pelos cabelos dela como vento, ela me segurou a mão. Eu estremeci. Meus pais sempre me disseram que humanos era perigosos. Mas ela… Aquelas mãos me puxaram delicadamente para frente daquele rosto angelical. Ele me podia ver. Ele me podia tocar. Era estranha a sensação de tocar… ser tocado por um ser humano! O calor de sua pele… sentir o sangue jorrando-lhe pelas artérias… Até que, com um gemido de dor, ela soltou-me. Uma mancha rocha espalhava-se por suas palmas. “Não podes tocar em mim, Humana! Machucar-te-ias!” “Percebi! Ah, não olha assim! Eu não estou brava. Eu sabia que isso ia acontecer.” “Mas… por que tocastes-me, então, se sabias que trazer-lhe-ia dor?” “O custo-benefício vale a pena.” “Como?” “Eu sempre quis conhecer um filho da floresta!” Ela sabia o que eu era. “Então… não tens medo?” “De você? Lógico que não! É só não ficar te abraçando que eu não morro!!” Ela deu risada, mas eu fiquei sério. É por isso que humanos são perigosos: eles confiam muito em si mesmos e em suas regras. Ela ajustou a manga de sua blusa, de modo que cobrisse sua mão. Então ela olhou… pensou… vestiu um par de luvas. Pegou minhas mãos. Eu levei um tremendo susto! Mas ela não soltou minhas mãos de maneira alguma. “Só vou me machucar se sua pele tocar a minha, certo? Pois bem, agora não nos tocaremos!” Ela sorria. Não tinha medo de nada. Não tinha medo de mim. Não tinha medo de morrer. Contanto que morresse com um abraço – ela me disse. Mais tarde eu descobri que ela queria conhecer meu mundo. Ver como eu vejo, ouvir como eu ouço, sentir como eu sinto. Há uma maneira, mas é dolorosa e extremamente perigosa. Mas não é complexa. E eu cometi o erro de contar a ela. Ela quis tentar. Lógico, eu disse que não, de jeito nenhum a faria sofrer! E mais: havia a possibilidade de não dar certo… mas ela quis mesmo assim. Lógico… isso dependeria de mim. E só de mim. Sempre dependeu e sempre dependerá. Mas ela tinha uma vontade muito grande. Muito forte. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu acabaria por torná-la um ser igual a mim. Ou pelo menos… tentar. Pensei que, talvez, se fizesse dela uma amiga, eu não a tornasse alguém como eu. Oh, falho coração! Tão jovem e tão ingênuo. Ela me pedia todos os dias. Eu a procurava todos os dias para ouvir sua voz. para sentir o toque aveludado que a luva proporcionava. Normalmente, quando eu chegava, ela estava brincando com as fadas ou conversando com o vento. Naquele dia, ela estava sentada na grama, mexendo em uma folha morta. “Amanhã é o último dia que eu venho te ver.” “Por quê? Odeias-me?” “Não! Lógico que não! … Meus pais vão se mudar e eu não tenho escolha senão ir com eles.” “…” “Vou trazer um presente pra você amanhã, okay?” “Certo… Trazer-te-ei um também!” Preparei-me durante toda a noite e madrugada. Preparei-me para ouvir seus gritos. Torci para que estivesse calor. Estava. Estava estupidamente quente. Eu achei que ela não viria. Mas ela veio. Gritou por mim. Sentou-se no chão. Chorava. Eu apareci por trás, sem fazer um som. Um movimento. Abracei-a. Senti todos os vasos sanguíneos de seu corpo dilatando-se. Sua pressão aumentando. Um grito surdo saiu de sua garganta. Naquele momento senti-a indo embora. Eu tinha que ser forte! Tinha que segurá-la comigo! “Força!!” Seu corpo tombou para trás, em mim. Abracei-a ainda mais forte. Um longo período se passou. Seu corpo já estava frio e rígido. Eu ainda o abraçava, chorando e chamando seu nome. Eu havia falhado. Eu a havia matado. Estava fazendo para ela um lugar de repouso, flores e folhas. Para que todos a guardassem. Deitei-a ali. Tão pálida. Tão leve. Tão fria. Longe, percebi meu erro. “Pálida? Ela deveria estar roxa!” Corri mais rápido que a luz. Vi seu peito subir e descer por sua fraca respiração. Ajoelhei-me ao seu lado e segurei sua mão. Ela respirou profundamente e apertou minha mão. “Hey… eu acho que vou ficar por aqui…!”

Por Rebekah H. Lindsey, você pode encontrar a autora aqui. Texto originalmente publicado em Noite do Bardo.

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