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Nós sobrevivemos a tempestade



As palavras sinceras do nosso editor após 1 ano de reestruturação.


Cinco anos se passaram desde os primeiros nomes. Lidia Rayenne, Guilherme Viana, Pedro Fontes, Gabriel Cordeiro, Witany Mirilson, Leo Montes. muitos entraram e saíram neste período e somos gratos àqueles que permaneceram.

Nos últimos doze meses trabalhando diretamente com distribuidoras, sentimos na pele como o modelo de consignação, que domina o mercado, é nocivo para editoras, e favorece livrarias. Em 2020 efetuamos um evento em outubro que veio a ser pago (exemplares vendidos) somente em abril. Livrarias aproveitam dos livros em seu estoque para lucrar e sem dar retorno para as editoras ditam das datas de pagamento (se houver) forçando as editoras a agirem de formas mais duras. Os primeiros autores da editora, há cinco anos acompanhando o processo, já se acostumaram.

A chegada da Bok2 e o excelente apoio da Tatiane e Simei Junior na gestão de nossas vendas, deu a SKull, um ano muito bom, que nos ajudou na reestruturação, e nos possibilitou renovar todos os contratos para + cinco anos. é incrível poder conseguir organizar as coisas quando delegamos funções.

A Skull, é uma editora, não uma gráfica, muito menos uma casa de caridade. Nós criamos os livros, e há um ano, as distribuidoras vendem em diversos canais. É comum encontrar aqueles que se veem insatisfeitos, mesmo com dois anos de tempestades e problemas, existe quem não quer apoiar a casa onde está, e prefere partir. Livres, eles pintam aquilo que acham melhor, mas acabam por manchar a si mesmos.


Com lançamentos mensais e entregas sem atrasos graças a Amazon (valeu Bezos) e a chegada da Catavento que nos direciona para Leitura e Nobel, a Skull deixa o estigma de uma editora independente. Somos dependentes da distribuição, e como diz John Hammond personagem de Michael Chricton no livro Jurassic Park, 1990, "nos tornamos vitimas da automação". Hoje a Skull paga religiosamente a Metabooks, que distribui nossos dados para diversas lojas no brasil, embora não seja a certeza que que queiram trabalhar com nossos livros, estamos presentes e fáceis de localizar, graças a eles.

Em dois anos de tempestade, quando achávamos que não resistiríamos a mais um ano, chegamos ao nosso quinto, fortalecidos por 104 obras (e contando) que hoje estão chegando aos leitores sem atrasos ou falhas.


Essa semana conversando com autores, fui questionado sobre a Skull ser ou não uma editora tradicional. Bem, com 98% dos contratos renovados e sem custo ao autor, e com novos projetos nacionais e estrangeiros para 2023 já assinados, hoje podemos dizer que sim. Somos uma editora tradicional que está deixando de ser independente. Mas isso não quer dizer que receberemos todos os originais a partir de agora.

O envio de novas obras está fechado, não avaliaremos mais ninguém.


Chegar aos 104 títulos, abrir um novo selo, ter uma produção acelerada, que espanta quem está de fora "Nossa já recebeu seus livros?" é uma resposta a todos que diziam que não sobreviveríamos a dois anos. Tem muito mais por vir.


Esse breve texto é um agradecimento e a posição da Skull de seguir apoiando e valorizando os autores que permaneceram conosco na tempestade. E para lembrar todos que nos seguem, que a Skull tem muito a oferecer e seguirá viva e publicando por mais cinco, dez, vinte anos.

Nossos autores sabem que tem uma editora para vida toda. E que mesmo na tempestade, estaremos aqui.


Fernando Luiz

Maio de 2022

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