• Gabriel Cordeiro

FERZAN OZPETEK CHEGA ÀS LIVRARIAS DO BRASIL

Renomado autor apresenta a literatura Italo-turca em grandes romances publicados pela Editora Skull.


Ferzan Ozpetek foi reconhecido como um dos grandes nomes do cinema italiano no último Festival de Veneza, autor do “novo clássico do cinema italiano”. Em outros países seus filmes, livros e peças conquistam cada vez mais o público. “O Brasil para mim é o país do povo, da música, do enxergar a vida com alegria; porém por trás disso também existe amargura”, afirma.

O autor chega às livrarias brasileiras editado pela Skull de São Paulo, que publicou Você é Minha Vida, o segundo romance de Ozpetek, e que agora prepara a publicação de Como uma Respiração, último romance do autor e um dos livros mais vendidos na Itália em 2020.

Você é minha vida é um romance fundamental para compreender a carreira do diretor e os personagens que ajudaram a promover uma grande “mudança cultural no espectador italiano”. Como uma Respiração tem a marca dos seus filmes e captura o leitor até o final.

No exórdio em Cannes em 1997, Banho Turco levou às telas italianas uma relação homossexual sem rótulos e, desde então, Ozpetek tem se afirmado como um dos diretores mais aclamados na Europa. A consagração veio com as obras-primas Le Fate Ignoranti (Um Amor Quase Perfeito, 2001) e Mine Vaganti (O primeiro que disse, 2010). A inspiração para esta última película veio justamente da história de um brasileiro narrada em Você é minha vida.

Nesta entrevista concedida a Rafael Belincanta, jornalista e tradutor responsável por trazer seu primeiro romance ao Brasil, Ozpetek fala dos atuais e futuros projetos.

RB – Você é minha vida foi o primeiro dos seus livros a ser traduzido em português. Em breve também teremos Como uma respiração. O que significa para você chegar às estantes brasileiras?

FERZAN OZPETEK – A sensação é maravilhosa, é muito boa porque o Brasil é um país que amo faz muito tempo. Sobretudo o Brasil de uma época que conheci por meio da atriz Lea Massari. Ela é apaixonada pelo Brasil, fala muito bem o português e trouxe a música brasileira à Itália nos anos 60. Ela foi em comitiva ao Brasil em 1955 junto com Antonioni e De Sica. Deveria ter permanecido dez dias, mas ficou por dois anos! Quando fui ao Brasil pela primeira vez em 2004, conheci algumas de suas amigas. Depois, voltei outras vezes, fui ao Rio e a São Paulo. Para mim é uma grande satisfação que Você é Minha Vida tenha sido publicado e que em breve também sairá Como uma Respiração.

RB – Você é minha vida traz um capítulo em que você conta sobre uma de suas passagens pelo Brasil. O que significa o Brasil para você?

FERZAN OZPETEK – O Brasil para mim é o país do povo, da música, de enxergar a vida com alegria; porém por trás disso também existe amargura. Os brasileiros que conheci são pessoas capazes de rir e brincar até mesmo com as tragédias. Esta foi a minha sensação. Além disso, percebi que a religião é vivida de um outro modo, não é obscura. Percebi ainda um modo de se comportar sempre alegre e com grande sensualidade. Teria gostado muito de viver a minha juventude no Brasil!

RB – Já pensou em rodar um filme no Brasil?

FERZAN OZPETEK – Nunca pensei até porque acredito que antes de rodar um filme é preciso conhecer bem o lugar, estar ali alguns meses, entender bem. Ir rodar um filme no Brasil como turista não é uma ideia que me agrada, teria que conhecer o país mais a fundo.

RB – Você recebeu na última edição do Festival de Veneza o prêmio da Sociedade Italiana de Autores e Editores (SIAE), em um reconhecimento ao “novo clássico do cinema italiano”.

FERZAN OZPETEK – Nos últimos anos, a relação dos italianos comigo mudou muito. Além da italianidade, me consideram aquele que mudou culturalmente a sociedade e isso é muito gratificante. Me apontam ainda como responsável pela mudança no olhar para com algumas famílias que talvez nunca tivessem sido aceitas.

RB – Em Veneza você encontrou Almodóvar.

FERZAN OZPETEK – Sim, foi maravilhoso. Nos encontramos em 1999 em Los Angeles, mas não lhe disse. Lembro ter-lhe dito sobre Le Fate Ignoranti e ele riu, dizendo que o título era brilhante e que haveria de fazer muito sucesso. Em Veneza cumprimentamo-nos e manifestamos a nossa admiração recíproca.

RB – No que você tem trabalhado agora?

FERZAN OZPETEK – No teatro Mine Vaganti foi comprado na Espanha e na Argentina. Se não fosse o Covid, talvez estivesse ali agora colocando tudo em cena. Na Itália, espero que logo haja uma retomada do teatro e do cinema. Também estou trabalhando em uma série em oito capítulos de Le Fate Ignoranti para a Disney. Além disso, estou escrevendo um novo filme para a Warner Bros.

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