• Gabriel Cordeiro

3# PEQUENO LÍRIO

Leia com exclusividade o primeiro capítulo do livro "Pequeno Lírio" de Lídia Rayanne.

Segredo

I

Gigliola conteve um suspiro antes de bater à porta dos Vicini. Já fazia dois meses que não visitava a amiga — se é que um dia pôde considerá-la assim. Mas, uma vez que Alessa e sua mãe estavam prestes a se mudar de San Marino, se despedir era mais do que adequado, independente do quão desagradável fosse estar na presença dela.

Desagradável. Era quase um eufemismo para a coleção de eventos que Gigliola acumulara nos últimos anos. O mais recente, quando se colocara no caminho de Alessa para evitar que esta arruinasse o vestido da noiva do jovem Casali com uma taça de vinho, lhe rendera um desprezo e humilhação sem precedentes. Não que pudesse esperar outra coisa da garota loira, afinal, que pior vingança ela poderia lhe preparar do que revelar a todas as suas amigas o seu mais vergonhoso segredo?


Não que sua condição fosse um segredo, de fato. Não havia uma alma viva em San Marino, pelo menos entre os mais velhos, que não soubesse. Mesmo assim, não era algo que devessem lembrar ou comentar em voz alta a respeito da neta de um dos membros do Conselho e, para sua sorte, o caso foi novamente abafado — embora Gigliola tivesse a impressão de ouvir cochichos em sua direção quando imaginavam que ela não estava observando.

“Espero que a morte do pai a tenha tornado um tantinho mais humilde,” resmungou Fausta Berti, uma das poucas amigas em quem confiava para lhe acompanhar naquela visita, enquanto esperavam que um criado lhes abrisse a porta.


“Fausta!” Francesca Ceccoli repreendeu a prima com um olhar. Era engraçado como ela se parecia com Fausta. Para um desconhecido, Fausta e Francesca poderiam se passar facilmente por irmãs, o que não era tão absurdo considerando que eram primas em primeiro grau. Ambas tinham os mesmos olhos e cabelos castanhos, altura mediana, apesar de Fausta, por ser a mais velha, ter alguns centímetros a mais. Mesmo assim, ambas ficavam baixinhas perto de Gigliola.

“Mas é verdade, Chesca! Não é possível que ela se considere a musa da perfeição, não depois da traição dos Vicini.”


“A traição foi do pai dela, Fausta, não da família inteira. Não é correto estender a Alessa e a mãe uma culpa que não possuem,” emendou Gigliola, embora às vezes fosse difícil de acreditar que a senhora Vicini nada soubesse dos tratos sórdidos do marido.


Tudo acontecera no final do ano anterior, quando foi descoberto que Astor Casali, um dos membros mais influentes do Conselho Grande e Geral, tramava há décadas para tomar o poder do Monte Titano. Gigliola ainda sentia arrepios ao lembrar-se de como ele pretendia fazer isso: desestabilizando seu próprio povo com uma fórmula que os definharia até a quase morte, enfraquecendo a força do Conselho para então propor a salvação por meio de um homem — ele mesmo. E, no futuro, repassar o legado ao seu único filho.

A descoberta de tal traição gerou muitas mortes… O senhor Casali e a primeira esposa, que todos julgavam estar morta, puseram fim à vida um do outro quando ela tentara impedi-lo de concretizar seus planos pérfidos. E, ao tomar consciência que sua ligação com Astor Casali se tornaria pública, o senhor Vicini se enforcara ali, naquela mesma casa, antes que os guardas o levassem para depor na Primeira Torre.

Entretanto, apesar de toda a dor da perda que devastara aquelas famílias, uma vida conseguira ser salvar. Uma preciosa vida que todos acreditavam estar perdida. E, a despeito de todos os receios quanto a sua inferioridade, Gigliola se sentia orgulhosa por ter ajudado o jovem Bonelli a salvá-la.


“Você espera encontrá-lo, não é?” Francesca murmurou num tom condescendente enquanto se acomodavam na sala de estar à espera das donas da casa. Gigliola tentara disfarçar, mas era óbvio que a amiga tinha notado a ansiedade em seu olhar.

“Não acredito que ainda está interessada no Signore Azedo. Não depois da maneira como ele te tratou. Não depois de tudo o que você fez!”


“Não é bem assim, Fausta,” Gigliola se justificou, e em sua mente veio à lembrança da última vez em que tinha visto o jovem Bonelli — recostado no muro de pedra do cemitério da cidade.

Ele ainda tentava se recompor do emocionado discurso que fizera em homenagem à tia e por isso se afastara da multidão. Gigliola quase podia vê-lo agora: as espirais de flocos de neve pousando em seu cabelo negro, a fúria transbordando por suas íris verdes-acastanhadas quando ele levantara o rosto duro como pedra em sua direção.

“Ele não me destratou. Ele só não estava… disposto a travar diálogo com ninguém, não enquanto sofria em seu luto.”

“Mas o que custava ser gentil? Afinal, você o ajudou a salvar…”.

“Eu não cuidei do signore Olivério porque buscava reconhecimento, Fausta.” Gigliola se endireitou em seu assento, enfática. “Fiz o que fiz porque era a coisa certa a fazer.”

Fausta meneou a cabeça. Ela não entendia. Também não entendera quando Gigliola precisou guardar segredo sobre o motivo de ter interrompido o julgamento do senhor Bonelli no Domus Magna Comunis. Afinal, que tipo de loucura faria alguém defender um suspeito de ordenar um assassinato?

Foi o que todos se perguntaram na época e Gigliola padeceu em silêncio seus castigos até que o senhor Olivério não estivesse mais correndo perigo. Até que todos descobrissem que ela e Vittore Bonelli ajudaram a salvá-lo.

Fausta parecia prestes a lhe contrariar quando Alessa e a senhora Vicini entraram na sala.

“Muito obrigada por terem vindo, minhas queridas.” A mulher mais velha fungou enquanto remexia a colher no chá recém-servido. Não havia sequer o fantasma da antiga arrogância em sua postura e suas mãos, outrora tão habilidosas para tocar instrumentos para os convidados, tremiam involuntariamente. “É muito amável da parte de vocês, considerando… tudo o que aconteceu nos últimos tempos.”

Alessa se remexeu inquieta quando notou o olhar da mãe se perder dentro de si mesma. Ela também estava visivelmente abatida, mas, como Fausta supôs, as humilhações recentes não a derrubaram um centímetro do seu pedestal de orgulho. Pelo contrário, parecia que ela queria se inflar mais, como se não ousasse perder mais nada do que lhe fora tomado.

“Sim, mas é uma pena que tenham deixado para vir tão em cima da hora,” comentou Alessa, como se não lamentasse nada. “Partiremos amanhã mesmo daqui, graças a Deus.”

“E o signore Bonelli? Também vai com vocês?” perguntou Francesca, solícita.

“Só até a casa dos meus parentes. Não aceitaria viajar sem companhia. Não com este tempo e com tantos salteadores na estrada. Mas o meu sobrinho não pretende demorar muito, vocês sabem, com tantas obrigações…”

“Fico feliz por ele ter recuperado o cargo de capitão-regente,” comentou Fausta enquanto pegava uma fatia de bustrengo. “Ele merece, principalmente depois de todo aquele mal entendido.”

“Sim, contudo, do que adianta se ele só vai ficar por mais alguns…” Alessa se interrompeu quando sentiu o olhar de todas se voltando para ela.


Ninguém deveria falar sobre isso. Ninguém jamais deveria questionar o antigo costume que limitava o tempo em que cada chefe de estado deveria permanecer no poder. Não depois do que o senhor Casali tinha feito.


“Mas, bem…” Alessa se apressou a mudar de assunto. Ela não gostava de ser o centro das atenções quando estas não lhe exaltavam. “Digam-me o que têm feito de tão importante para não terem nos visitado antes.”

“Nada de extraordinário, na verdade. O mesmo de sempre. Ler, bordar, praticar instrumentos musicais, fazer piqueniques…”

“Ser preparada para um marido…” Fausta revirou os olhos.

“É mesmo?” Algo no tom de Alessa, cheio de um cinismo gélido, disparou ondas de alerta pelos nervos de Gigliola quando se viu alvo de seu olhar. “Até mesmo você, Gi? Pensei que nunca fosse se casar. Não sabendo que é uma bastarda.”


Gigliola apertou a xícara em suas mãos quando sentiu o ar a sua volta estagnar. Ali estava novamente o peso do seu antigo segredo, pairando de forma opressiva entre elas, sufocando a sala, preenchendo cada espaço entre os móveis até que se tornou impossível de respirar.


Alessa.” A senhora Vicini sibilou, repreendendo a filha com um olhar.

“Mas é verdade, mamma!” Alessa levou a mão ao peito, fingindo uma consternação que não sentia. “É isso o que a Gigliola é. A mãe dela não era sequer noiva de homem algum quando ela nasceu.”

“Sim, mas isso não é importante,” rebateu Fausta, que imediatamente assumira uma postura defensiva. “Isso não altera a natureza de Gi ou quem ela é.”

Quem eu sou. Gigliola repetiu para si mesma quando sentiu a mão de Francesca sobre a sua, lhe confortando. Quem ela era, afinal? Tirando o fato de ser neta de Emiliano Gozi, uma das vozes mais importantes no Conselho Grande e Geral da Sereníssima República de San Marino, ela não podia ser considerada muita coisa.

Seu cabelo castanho claro, quase loiro, junto com a postura esguia e retilínea, não podia ser considerado muito atraente. Isso sem contar sua pele pálida e cheia de sardas, além dos ridículos lábios finos. Juntava-se a isso a combinação desastrosa de sua excessiva altura, que passava da maioria dos homens que conhecia.

Nenhum cavalheiro a consideraria como uma boa opção em condições normais. O que diria sabendo que ela era uma filha ilegítima?

Não que ela buscasse a afeição de tantos cavalheiros assim. Só havia um cuja boa opinião desejava. Um por quem sua alma suspirava.

“É claro que isso importa,” bufou Alessa, como se todas estivessem sendo tolas. “Mas não da maneira como estão pensando. Você não tem culpa dos erros de sua mãe, Gigliola querida. Mas imagine só a que terrível situação ela te submeteu! Não saber quem é o próprio pai… E se você tiver meios-irmãos espalhados por aí? Oh, minha nossa!” Alessa cobriu a boca com espanto. “Já imaginou se você acabasse se casando com um deles?”

O comentário deixou Gigliola atordoada. Ela nunca havia cogitado tal ideia.

“Pare de atormentá-la, Alessa. Essa probabilidade é… terrível.”

“Mas é absolutamente real, Fausta. Qualquer rapaz daqui pode ser o irmão dela.”

“O meu não!” protestou Francesca. “Meu papà… E-ele nunca trairia minha mamma!”

“Não estou dizendo que é o seu. Mas pode ser qualquer um. Bem, não o meu, suponho… Ela não tem o porte dos Vicini. Mas eu não me importaria de ser sua irmã.” Alessa ofereceu um falso sorriso para ela.

Gigliola sentiu Fausta cerrando os punhos ao seu lado. A postura desconfortável da senhora Vicini, a piedade no olhar de Francesca, somadas à repentina vontade de chorar e vomitar fez com que Gigliola pedisse licença e saísse correndo dali.

Aquele havia sido o pior erro de sua vida. Confiar um segredo daquela magnitude a alguém tão mesquinha como Alessa. Mas na ocasião Gigliola a considerara alguém confiável. E também sua amiga. Senão, Alessa jamais teria lhe pedido para guardar outro segredo também.

Gi, você tem que prometer.” Ela ainda se lembrava da garota loira lhe implorando com os olhos verdes arregalados. Elas ainda eram crianças, mas mesmo naquela época Gigliola já era mais alta que Alessa, o que exigira certo esforço da garota para sacudir seus ombros. “Você tem que jurar que não contará a ninguém!”

Gigliola havia concordado, não apenas porque Alessa estava desesperada, mais por que os pais da amiga pareciam prestes a entrar em colapso a qualquer momento. O corre-corre de empregados para buscar um médico e o que tinha visto dentro do quarto dele também havia lhe deixado atordoada.

Tudo o que Gigliola não queria era envergonhar a amiga, nem expor aquele segredo obscuro sobre a família dela, então nunca comentara o que tinha visto com ninguém. Nem à tia Gioconda. Nem mesmo a Concettina. E na vã ilusão de que haviam conquistado uma confiança mútua, Gigliola achara que poderia contar a Alessa um segredo também.

A maior burrice da minha vida.

Gigliola sentiu o embrulho em seu estômago subindo pela garganta junto com o ardor das lágrimas. Ela tinha esperanças de chegar a tempo ao lavabo antes que alguém lhe visse naquele estado, mas assim que entrou no corredor esbarrou em alguém — um homem que carregava uma taça de vinho. A força do encontrão foi o suficiente para que o líquido escapasse para o rosto e trajes dele.

O sujeito se afastou dela, praguejando impropérios execráveis. Gigliola não precisava levantar o rosto para reconhecer um dos poucos homens mais altos do que ela, mesmo assim se viu obrigada a encarar os olhos fulminantes de Vittore Bonelli.

* * *

“Você é cega ou o quê?!” cuspiu Vittore enquanto limpava o rosto na manga da casaca. Ele abaixou os olhos para avaliar o estrago em suas roupas.

Si-signore… M-me desculpe, e-eu…” A garota começou a gaguejar, como se estivesse se segurando para não se desmanchar em lágrimas. Vittore bufou, mas engoliu o impropério que já escapava de sua boca quando levantou o rosto para ela.

Não era a prima, como esperava. Era outra garota. Uma que, no exato momento em que pôs os olhos nela, fez com que um turbilhão de cenas e emoções se sobrepusesse em sua mente.

“Senhorita Gozi,” suspirou.


A garota piscou para ele com seus olhos cor de mel, tão surpresa como na vez em que ela lhe flagrara socando a parede no lado de fora da mansão dos Casali, logo depois que Marco interrompera sua dança com Ângela. Acontecera há tantos meses, mesmo assim Vittore se lembrava do choque se espalhando pelo rosto da garota, tão pálido, tão translúcido que ele quase pôde ver o sangue irradiando por cada veia azul até deixá-la completamente corada.

Exatamente como agora.

“M-me desculpe, sou tão desastrada…” Ela levou os longos dedos aos lábios, como se perguntasse o que poderia fazer para remediar aquele estrago.

“Não se preocupe, foi um descuido meu.” Ele acenou com descaso enquanto depositava a taça de vinho numa mesinha próxima. “O que a senhorita faz aqui?”

“Eu… vim me despedir da sua prima e da sua tia. Não esperava… encontrar o signore aqui.”

O incômodo que sua presença causava à garota era tangível, quase podia senti-lo exalando pelos poros dela. Não podia culpá-la. Não depois da maneira rude que a tratara, logo após ter lhe ajudado com o senhor Olivério.

Mas a senhorita Gozi não podia exigir muita sanidade da sua parte quando veio ao seu encontro momentos depois de enterrar sua tia Giane pela segunda vez.

Ele quase conseguia ouvir agora os suaves passos dela sobre a neve, se aproximando cuidadosamente, quase como se pedisse desculpas por invadir o seu espaço.

“Vim ver como o signore está,” começara ela, esfregando as mãos uma na outra para afastar o frio. Havia nevado e ainda tinha flocos de neve em seu chapéu.


“Acho que não é preciso dizer, não é?” Vittore cruzara os braços, soando mais amargo do que desejava.

A garota recuara um passo, percebendo que havia ultrapassado alguma linha invisível estabelecida por ele.

Vittore sentiu-se grato pelo silêncio que ela lhe deu em resposta. Não estava apto naquele momento a dizer coisas agradáveis, tampouco para ouvir. Seu coração estava encharcado de ira e sua mente atormentada por indagações.

O que faria da sua vida agora que Giane não era mais parte dela? Não importava quão pouco tempo haviam ficado juntos desde seu retorno a San Marino. Vittore havia descoberto nela uma amiga e mentora que jamais seria substituída, nem mesmo por alguém como Ângela.

E ainda havia Alessa e a tia. Vittore precisava cuidar delas dali em diante, assumir o papel de chefe de família. Elas estavam tão abatidas e se sentindo tão desgraçadas que sua única vontade era partir de San Marino.

E embora não estivesse em condições de lidar com isso no momento, Vittore recebera seu cargo de capitão-regente de volta. O próprio Domenico Berti lhe dera a notícia. Todos pareciam contentes por tê-lo novamente no comando e Vittore queria satisfazer as expectativas do seu povo. Mas apesar de saber o que deveria fazer por ele, se sentia perdido.

Ele precisava se encontrar e imediatamente. Sabia por experiência própria que a vida não esperava ninguém se recompor.

Um movimento ao seu lado lhe fez sair de seus devaneios e voltar ao presente. A senhorita Gozi ainda lhe encarava no corredor, seus estranhos olhos cor de mel transbordando de ansiedade.

“Não vejo como não esperava me encontrar, considerando que moro aqui,” respondeu secamente, procurando em volta alguma coisa que pudesse usar para se secar. Será que sua tia se irritaria muito se usasse a toalha do aparador?

A garota deu um passo para trás. Ao perceber que ela estava prestes a fugir, Vittore estendeu uma mão para ela.

“Não. Nossa. Não foi minha intenção ser rude. E acho que devo desculpas redobradas considerando a forma como tratei a senhorita na última vez em que nos vimos. Eu só não estava com a cabeça no lugar no momento. Perdoe-me.”


“Não precisa se desculpar,” murmurou ela enquanto arrumava uma mecha solta do penteado. Parecia desconcertada por não saber para onde olhar ou o que dizer. “Então, já que o signore também vai viajar, é de bom tom que eu me despeça adequadamente,” completou com uma breve mesura.

Vittore não teve tempo de responder, pois ela já começava a se afastar pelo corredor, com passos longos e elegantes. Não soube dizer o motivo, mas sentiu seu coração se apertar ao perdê-la de vista na próxima curva.

SINOPSE:

Neta de um dos mais importantes membros do Conselho da República de San Marino, Gigliola Gozi sofre por ser uma bastarda e não saber quem realmente é seu pai. Ao receber pistas que podem elucidar o mistério sobre suas origens, a jovem embarca numa série de investigações que mudará tudo o que sabe sobre si mesma e sua família.

Enquanto procura respostas em cartas do passado e em um diário secreto de sua falecida mãe, Gigliola se vê envolvida com Vittore Bonelli, o arrogante membro do Conselho por quem sempre nutriu uma paixão velada – e com quem compartilha um perigoso segredo. Mas será que Vittore se importaria com o fato dela ser uma filha ilegítima? Afinal, que cavalheiro respeitável aceitaria se envolver com uma mulher em sua situação? E a sua busca pela verdade trará algum conforto para seu coração cansado de sofrer ou apenas mais dor?

Nesta história derivada da duologia Romance em San Marino, revemos personagens queridos e somos apresentados a um novo romance, que luta para sobreviver em tempos turbulentos.

ADQUIRA O LIVRO AQUI!

30 visualizações
  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

CNPJ: 27.540.961/0001-45
Razão Social: Skull Editora Publicação e Vendas de Livros
Endereço: Caixa postal  79341 - Cep: 02201-971, - Jardim Brasil, São Paulo - SP

© 2020 Skull Editora. Todos os direitos reservados.